5 de jun de 2017

LIVRO DO AUTOR À VENDA

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Sinopse

Autor: Marcelo Nazar
Idade: 39 anos
Profissão: Ator

Atividades secundárias: Professor de vitrine-viva, palestrante, figurinista, artista de rua (no usufruto da arte para estudar o comportamento humano).

Titulo da obra: Você é o amuleto da prosperidade

Gêneros: Desenvolvimento pessoal ou autoajuda, filosofia de vida contemporânea, espiritualidade contemporânea (sentido filosófico da espiritualidade), parcial autobiografia.

Gêneros secundários: Psicologia, psicanálise, metafísica, física quântica.

Proposta desta documentação:
Nesta obra, faço uso do modesto conhecimento que tenho de filosofia, psicologia, metafísica e física quântica para falar sobre conceitos de autoconhecimento que aprendi com experiências pessoais, estudos e relatos, que podem mudar a vida de muitas pessoas para melhor, na busca pela prosperidade, saúde e qualidade de vida, trabalhando menos, produzindo mais; sendo mais feliz e saudável, empregando e evoluindo a inteligência. Os efeitos disso fará o leitor se sentir um verdadeiro mago da prosperidade e do bem estar.
São muitos segredos e novos métodos para enriquecer sua mente criativa, sem muito misticismo ou qualquer tipo de feitiçaria, que, aliás, eu não tenho tal conhecimento.
Vale contar que, por durante onze anos viajei pelo mundo praticando artes cênicas, teatro, vitrine-viva, estátua-viva, mímica como principais meios de laboratório para observar o comportamento humano e também estudar minhas próprias habilidades como o poder da persuasão telepática, poder da meditação e da oração; sonhos instrutivos, sonhos premonitórios; rituais físicos e místicos e muitas outras habilidades naturais, sensibilidade que a humanidade tem perdido cada vez mais, por causa de sua evolução tecnológica.

Para com os personagens as pessoas interagem de maneira mais autêntica, diferente de como reagem diante de outras pessoas, pois, a tendência é que uma pessoa ao interagir com outra procure demonstrar suas melhores qualidades e até maquiá-las para aparentar melhor e maior status. Quando interagem com os personagens geralmente as pessoas mostram toda a verdade de si mesmas. Assim, ao observar seu eu autentico posso perceber suas reais necessidades, que estão muito distantes do que muitos estão procurando e fazendo.

A documentação nesta obra tem por interesse instruir o leitor para os benefícios da vida. Por si só, esta obra é uma faculdade.
O conteúdo não contém características e propriedades ou interesses religiosos, no entanto, depois de escrevê-lo procurei entender e levar em conta a diversidade de leitores e suas crenças religiosas e sociais ou ceticismo para poder adequá-lo de maneira intuitiva às mais diversas crenças possíveis.

7 de dez de 2012

VIDA DE ESTÁTUA

Há chegado o inverno.

O fio que congela as gotas de orvalho, aquece o mercado de lã.

Casais de namorados, que antes passeavam de mãos dadas, agora, andam agarradinhos.

Que lindos!

Ao gélido sopro do vento, resiste a estátua-viva.

Muitos que por ela passam, nem se dão conta de que ali pulsa um coração.

Parece que nem respira.

- Tadinho! Morrendo de frio! Dizem as meninas.

Mas o poder de concentração que equilibra sua mente faz aquecer seu interior.

A criança que se aproxima desconfiada, ganha um beijinho.

Opa! Levou um sustinho.

Você tá vivo? Pergunta ela.

Humm! Que sapeca essa estátua.

Balança a cabeça, dizendo que não.


Estátua-viva. Um paradoxo. Se for estátua não tem vida, se estiver viva não é estátua.
Enfim, compreendemos.


Ao cessar do vento gelado, o sol brilha no céu. Irradiante, ardente como o sol de verão.

Com um espesso figurino pintado de preto como pedra, o rosto maquiado da mesma cor.

Quantos graus de temperatura pode ele suportar?

A vovozinha que passeia ao lado do vovô e da netinha, viu, parou e voltou.

- Que lindo! Diz a vovó.

Ganhou também um beijinho.

Êta vovó toda contente; vasculha sua bolsa, vira pra cá e pra lá. Depois de muito sacrifício encontra uma moeda.

Onde eu ponho? Onde eu coloco?

Me da um sorriso, se não, não te dou uma moeda.

Tá difícil; heim vovó.

O vovô observa e aponta.

- Ali! Ali! Ali no cofrinho.

Finalmente um beijinho na mão e um carinho na bochecha.

- Ganhou o dia, heim vovó! Diz a netinha.

Lá se vão, todos contentes.

Tão grande é esse herói. Com um movimento com a pontinha do nariz, faz sorrir o mundo.

Destaca-se, em um imenso centro urbano, faz parte do cenário da cidade.

Em que está pensando ele neste momento de total concentração?

Em um romance?

Em um momento feliz com seu filho?

Em um vulcão que desperta no Himalaia?

Será que navega pelo espaço? Ou tenta compreender o centro do planeta Terra?

Seus pensamentos se vão com o vento?

Será que pensa nas pirâmides do Egito? Ou na criança que vive na rua?

Talvez pense naqueles que o amam.

Talvez, pense em uma formiguinha, que caminhava sobre a mesa, enquanto tomava café pela manhã.

Talvez pense em física, ciência, matemática ou viaje em arqueologia.

Parece que ele pensa em tudo.


As pessoas que trabalham no comércio descansam logo após a refeição.

Alguns se sentam ao lado do canteiro de flores.

Outros caminham por aí. Aproveitam o tempo livre para fazer compras.

Há aqueles que apenas se aquecem ao sol.

Aí vem um turista folgado.

Vai logo tirando foto.

Tira uma. Tira duas.

Mas é mesmo muito folgado! Pede a esposa para tirar a foto e se apoia na estátua; como se estivesse descansando.

- Oh Shit statue!

Oh! A estátua balançou.

A estátua balança e o turista a segura; ela balança e o turista a segura.

Vinte segundos se passam e:

- Thank you Mr.

Ufa! A estátua falou.

É uma gargalhada só.

O turista contribui.

Muito tempo depois o turista ainda se emociona com tal surpresa.


Ao cair da tarde, o vento gelado sopra com menos intensidade.

Surge a névoa que esconde os mais altos edifícios.

Finalmente, desse do pedestal, guarda tudo com jeitinho, tira a maquiagem e se vai.

Com uma mochila nas costas, em uma mão segura o que lhe serviu de cenário, na outra, o pedestal.

Vai-se, deixando um grande vazio na rua XV de Novembro.

Caminha ele solitário.

Desaparece em meio à espessa nevoa, como se fora ninguém.