8 de mai de 2017

SINCRONICIDADE

Um homem, saindo de sua casa, teve um pensamento que lhe formara uma imagem, nessa imagem, ele estava passando por uma estrada e viu uma menina chorando, e então, ele perguntou, por que ela chorava e ela respondeu: “- Eu perdi meu melhor amigo, ele morreu afogado”.

Ao olhar mais adiante, ele percebeu um cano d’água quebrado e um buraco havia se formado no local, então pensou que o amigo da menina poderia ter caído ali.

Ele interrompeu a conversa e correu para conter a água.

Estava meio escuro, e ele enxergava um rosto que parecia estar debaixo d’água.

No pensamento do homem havia alguém se afogando ali.

De repente, chegou dois encanadores do serviço de reparos e, o homem com medo de ser considerado culpado, perguntou: “- Quem morreu aqui?”.

O primeiro encanador rindo, olhou para o homem e disse, sarcasticamente: “- Foi um homem”.

Um encanador cortou uma ponta do cano e, enquanto o outro trazia um remendo o passante tentava conter a água com um copo descartável. Era hilário, é claro, mas ele tentava fazer de tudo para conter a água para tentar salvar quem estivesse preso no buraco. Para piorar, temia medo de ser considerado culpado.

Então ele perguntou: “- Quem foi que quebrou aqui?”.

O outro encanador rindo respondeu, sarcasticamente. “- Foi uma mulher”.

Isso confundiu a cabeça do homem, que achou estranho a resposta. Enquanto isso, o primeiro encanador cortou a outra ponta do cano para encaixar o remendo. Mas, antes que o segundo encanador encaixasse o remendo, o homem insistiu em conter a água que jorrava pelo cano com um pedaço de tela vermelho.

O homem, desesperado, perguntou novamente: “- Quem foi que morreu aqui?”.

Então, uma mulher usando um casaco vermelho, que lembrava sua mãe, respondeu: “- Ninguém morreu aí”. E, ela completou que os encanadores só estavam tentando conter a água.



Depois de ter tido essas imagens confusas em pensamento, o homem saiu de casa para visitar um amigo.

Ao chegar à estrada ele começou a caminhar e viu uma garotinha chorando, e então, um pouco desconfiado, perguntou por que ela chorava e ela respondeu: “- Eu perdi meu amigo...”.

Sem que a garotinha terminasse de contar porque chorava, o senhor olhou mais adiante e percebeu um cano d’água quebrado, e um buraco havia se formado no local. Lembrou-se de que na imagem que ele tivera em pensamento, parecia haver alguém no buraco.

Ele interrompeu a conversa e correu para conter a água.

Estava meio escuro e o único brilho que ele via era a imagem do seu próprio rosto refletido na água, apavorado, não se deu conta de que era o seu próprio reflexo que parecia estar debaixo d’água.

De repente, chegaram dois encanadores do serviço de reparos e, o homem gritou por ajuda e, perguntou induzido pela visão que teve:

“- Quem caiu aqui?”.

O primeiro encanador rindo, olhou para o homem e disse, sarcasticamente: “- Foi um homem”.

Um encanador cortou uma ponta do cano e, enquanto o outro trazia um remendo o homem, desesperadamente tentava conter a água com as mãos. Tudo parecia se repetir, e, igualmente como na visão ele temia ser considerado culpado.

Então, ele achando tudo muito estranho, perguntou: “- O que está acontecendo? Quem que quebrou isso?”.

O outro encanador rindo, sarcasticamente, respondeu. “-Foi uma mulher”.

Isso confundiu a cabeça do passante ainda mais, que achou estranha toda àquela situação. Antes que o segundo encanador encaixasse o remendo, o homem insistiu em conter água que jorrava pelo cano. Nesse momento, ele reparou que sua camisa era vermelha, igual como a tela que usou para conter a água, durante a visão.

O senhor insistiu: “- Quem morreu aqui?”.

Então, do muro, a vizinha, usando um casaco vermelho que lembrava sua mãe, respondeu: “- Ninguém morreu aí”. Eles só estão arrumando o cano.

Aliviado, ele ficou pensativo, olhou e viu que a menina não estava mais ali por perto. Então, seguiu embora assombrado sem entender o que estava acontecendo.



Finalmente, no dia seguinte, ele acordou para a realidade e se deu conta do porquê de todo aquele acontecimento que havia ocorrido com ele.

Ele se deu conta de que as histórias se complementam, lembrou se de ter lido algo sobre um experimento científico, relacionado ao efeito sombra, que dizia, que as reações emocionais que sentimos interferem na mente de outras pessoas e faz gerar nelas, novas emoções, que por sua vez, interferem igualmente na mente de outros, e isso é um círculo infinito.



No dia seguinte, decidiu visitar sua mãe, por enquanto era somente o que ele podia entender que deveria fazer para dar sentido ao prelúdio que tivera, ao coincidente evento real e, ao sonho instrutivo que teve na mesma noite.

Ao reencontrar sua mãe, que já havia muito tempo que não a via, sentiu a felicidade dela, por estar novamente com seu filho, que ela o amava muito.

À noite, ele dormiu na casa de sua mão, e quase pela manhã, ainda sonolento, teve uma visão, só que agora não se tratava de prelúdio, mas sim, de algo mais preciso, era uma visão remota involuntária.

Parece um sonho, mas as imagens são muito realistas e carecem da existência real de um ambiente e cenas reais para acontecer.

Diferente do sonho, na visão remota ele poderia tomar decisões próprias como, olhar para o lado que quisesse ou seguir para qualquer direção.

Mas, a visão durou pouco tempo, começou como uma imagem escura e foi ficando mais clara, até ele perceber que, a menina com quem conversara na rua, no dia do prelúdio, era a mesma da visão e o local também. Seguiu até a menina, que estava sentada na escada da porta da casa dela, e viu que ela estava muito feliz, abraçada com seu cachorro lavrador. A visão foi interrompida pelos raios do sol, que o despertaram demais para continuar “navegando” nessa realidade alternativa.

O senhor se sentiu confortado pelo sorriso que apreciou da menina.

Voltando para sua casa pela manhã, ele percebeu que a menina continuava sentada ali na escada abraçada com seu cachorro. Ele parou em frente, olhou e ficou muito encantado com o que viu e ouviu da menina. Ela percebeu o homem parado no portão de sua casa e, muito alegre, ela expressou eufórica: “- Olha o meu amigo voltou.”.

Ele perguntou. “- Então, é esse o seu amigo que você achava que havia morrido?”

“- É, mas ele não morreu, ele só saiu pra namorar e demorou voltar”.

Foi aí que ele entendeu que todos estavam, emocionalmente, interligados. E, o quanto sua mãe sofria com sua falta.

Na mesma semana, ele convidou sua mãe para morar com ele e sua esposa. Mas, ela disse que gostava de morar sozinha, só não queria passar a vida toda sozinha. E, eles se combinaram dele visita-la uma vez por semana e também reunir na casa dela, a família de sua esposa.

O homem também reparou que, a mulher que parecia com sua mãe, agora expressava um semblante muito radiante e feliz, porque sua família estava reunida com ela, que antes morava sozinha.


* Esse conjunto de situações foi um evento de sincronicidade com alguns fenômenos naturais como recurso para corrigir as carências emocionais de algumas pessoas citadas na história, e como eu disse: veio-me num sonho instrutivo.

Quando você acredita que é impossível realizar uma ação ou desejo, empenhe seus esforços físicos e mentais em promover carícias a quem de fato necessita e, refletidamente, o que você achava impossível ou muito difícil, simplesmente será realizado pela ação de outros.



* Histórias como essa acontecem comigo e com você o tempo todo na realidade, mesmo que talvez, você não perceba, por que não deu atenção aos detalhes da vida, acontecendo ao seu redor.

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